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Pieces

Essa minha aparente força é exatamente isso: aparência.
Não tenho tido muito sucesso em te extrair do meu pensamento, das minhas lembranças. Não consigo abandonar a memória do que fomos. Recordo as datas, os motivos, as fragrâncias, os sons, os detalhes – os menores. E o que devia estar-se esvaindo parece estar crescendo e crescendo, e sua imagem aparece cada vez mais clara e me confunde cada vez mais. E ainda me pego fazendo planos, as 3 da manhã, do que seria nossa vida, esperando que o verbo volte a ser conjugado no presente, penso em alternativas, ainda que pareçam absurdas. Penso no quão incomum foi nosso encontro, no quão doloroso foi nosso desencontro. Sinto uma tristeza imensa ao pensar na possibilidade de não mais nos encontramos, de saber que nossas almas se encontraram, se reconheceram e se perderam. E me pergunto se foi em vão, ou se essas sobras, resultado da minha sóbria incompetência, realmente valem mais do que uma vida inteira sem sentir o que você, com tanta pureza, despertou em mim.

ano novo péssimo. digo, a virada. só pensava numa frase perto da meia noite: “todo mundo tem o direito de ser estúpido, mas alguns abusam desse privilégio”. decidi ceder e ir porque sempre que alguém precisa ceder, quem se fode sou eu mesmo. então fui.

amargo arrependimento.

eu tava sem saco, sem vontade de sorrir, sem intenção de ser simpática, com uma super vontade da minha casa, da minha cama, da minha companhia apenas. odeio estragar programas, ser má companhia, mas nem com todo esforço eu consegui. e eu JURO que sou esforçadíssima. adoro falar bobagem aos montes, mas existem coisas que não têm mais graça desde os 14 anos. não consigo mais. e amigos de amigos com graça é bem bacana. sem ela, é insuportável. agravante: muitos cigarros e muitas cervejas. tudo contra cigarros, ainda mais quando perto de mim. praia lotada, crianças correndo, areia sendo jogada pra tudo que é lado, o cheiro dos cigarros e um cruzeiro no meio do mar, me fazendo morrer de inveja. uma vontade incontrolável de chorar – não pelos fogos, que estavam bem bonitos mas pareciam indiferentes comparados ao meu bad mood. das 23h. à 1:30h. as 2 horas e meia mais demoradas dos meus 23 anos. eu tinha 3 boas companhias e não queria prejudicá-las com a minha total não-animação. não achava justo. pra evitar futuros problemas, já me prometi uma super sessão de pancadas por alguém bem forte e violento, caso algum dia eu aceite novamente sair do meu lar doce lar no reveillon.
passou, enfim.

dias contentes, sorridentes e cheios de paciência pra todos em 2009!

“Talvez este mundo seja o inferno de outro planeta.”

– by the way, título de Clarice. preciso parar de ler Clarice. ou começar a ter overdoses.

Não sei, mas às vezes meu subconsciente parece bem mais inteligente, pertinente e bem menos prático que toda a minha racionalidade.


.tendinite me deixa sem inspiração. sem capacidade de transcrever tudo que penso – ainda que venha pensando muitas coisas nonsense.

talvez seja isso.

“…and as move you on, remember me,
remember us and all we used to be…”

Goodbye my Lover – James Blunt.


A voz dele me irrita um pouco algumas vezes, mas tem umas melodias tão own.




Então… hoje, no inspiration AT ALL.

mas ouvindo bastante música. quase alimenta integralmente. mas MUITO quase.

Memories II

Eu compreendo que é melhor assim, e que se um dia tiver que ser vai ser, e todo esse blábláblá. Entendo que vou ter que enfrentar, exatamente como tô fazendo, toda a situação, e que uma hora vai parar de doer, como acontece com todo mundo. Aceito que você foi a pessoa certa naquele momento, mas que agora é o momento errado. Sei que você encara tudo com muito mais facilidade e fico feliz por você, porque sentir-se tão miserável como tem sido por aqui, deveria ser censurado. O que não me entra na cabeça é não saber porque sinto que ainda que eu faça uso de toda minha competência e esforço, sinto que o tempo vai apagar sim, quase tudo, mas que um espaço vazio que existe aqui, vai ficar vago pra além do que conseguimos medir na nossa escala ultrapassada de tempo.


Texto inspirado pelo trecho: * (…)E por mais que eu saiba que essa falta sempre vai existir, é muito difícil conviver com isso todo dia. Mas isso, você nem sabe(…) * da Kinha, a discípula do Caio.

Memories

Não penso mais em ti. Não acordada. Mas tenho sonhado contigo. E não só contigo; sonho com a tua gente, teus lugares, teus devaneios e sensibilidade, teus defeitos, teus ares tranqüilos e agitados, tuas negações e aceitações de tudo que fui, e do que tu acha(vas) que eu deveria/poderia ter sido. E porque o sonho é inconsciente, sonho com tua não-atenção, não-dedicação, não-inspiração e não-paciência, todas momentâneas, porque nunca associo a ti o não-amor. Esse [o amor], era presente a cada intervalo de suspirar. Lembro das tuas mãos, nos meus sonhos, dos teus cílios, bonitos e exagerados, das tuas manhãs e entardeceres. E sonho também com o dia em que novamente usarei ‘eu te amos’ preenchidos, não mais necessitados de verdade, com fome de pureza e sede de reciprocidade.
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* vida mía, en este frío papel, se derraman mis palabras para siempre *

“Sentir, sem que se veja, a quem se adora.
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos;
Segui-la, sem poder fitar seus olhos.
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços.”.

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Versos de Gonçalves Dias… achei extremamente fofinho, e resolvi postar.