E porque eu havia me prometido ser forte, persistente e cumprir tais promessas, esse ‘te esquecer’ parece estar perdurando mais do que devia. Não me permito te ver, saber notícias tuas, ouvir tua voz, te ler, ou autorizar meu pensamento ou nossa sintonia telepática a dar sinal verde pra você aqui, em mim. Mas foi ao buscar um e-mail de um amiga que li aquele seu e-mail enviado há quase 1 ano. E foi o fim. Ou o início. Foi como subir, degrau por degrau, durante esses meses, com muito sacrifício, essa escada escorregadia, mais íngreme que de costume e contra o tempo, e então, sentir-me tropeçar e voltar ao início, tudo de novo. Li suas palavras dóceis, e vi que ainda hoje nos serviriam, porque falam em resignação e espera, e senti como nosso amor sempre teve mais de espera que de todo o restante. No entanto, era o tipo de espera feliz, porque o que um amor precisa, nós tínhamos: éramos cúmplices, dedicados, verdadeiros, leais, amigos, felizes além da compreensão humana. E hoje, ao testemunhar relações vazias, sem nenhum respeito ou consideração, é que me dou conta do que já me era sabido; aquilo sim é que era amor. Completamente sem lacunas por preencher, com imperfeições bem administradas, virtudes admiradas e diferenças compreendidas. Observar outros relacionamentos não sustentados devia ser bom, não devia? Devia de alguma forma reafirmar que essas coisas chegam ao fim mesmo, e que se sobrevive sempre. É, era pra ser bom. Mas não é. E não é porque reforça cada vez mais a idéia utópica de perfeição quando noto os problemas que nunca tivemos porque éramos muito, muito mais do que duas metades que se completavam. Éramos razão e coração – por vezes intercalados – na medida exata pra se atingir a felicidade absoluta. E isso era tudo que eu sentia quando você tava aqui e eu não precisava de nada mais.
“É, era pra ser bom. Mas não é. E não é porque reforça cada vez mais a idéia utópica de perfeição quando noto os problemas que nunca tivemos porque éramos muito, muito mais do que duas metades que se completavam. Éramos razão e coração – por vezes intercalados – na medida exata pra se atingir a felicidade absoluta. E isso era tudo que eu sentia quando você tava aqui e eu não precisava de nada mais.”
Faz tempo que não passo aqui
mas tá perfeito! *-*
amei!
Faz tempo que não passo aqui, também.
Mas to adorando, to lendo tudo que não tinha visto. Obrigada pelo obrigada ali embaixo, hehe. Comprei um livro do Caio, o essencial da década 1970, e aí fico louca aqui, querendo grifar o livro inteiro de tão lindo, de tão intenso que é. Me conta, como você tá? Beijos!
Sabe aquela coisa de páginas viradas?
Pois é, as páginas cheias de conteúdo, de beleza e poesia, que fizeram sua vida ter sentido e que vão te acompanhar pra sempre na memória… também se viram.
Amo vc, criança grande o/